Semana passada, o Big Rider da WG Rodrigo Koxa surfou pela primeira vez a renomada onda de Todos os Santos 18/3/2011
Rodrigo Koxa dropando na onda de Todos od Santos 18/3/2011. Foto:Fred Pompermayer.
A viagem, que no planejamento parecia ser normal como as outras do Big Surf, se transformou numa expedição em luto. Confiram o depoimento de Rodrigo Koxa nessa trip mística de energia sobrenaturais:
“Estava tudo ocorrendo perfeitamente bem. Sai do Brasil direto para Los Angeles, Califórnia, onde me encontrei com o fotógrafo Fred Pompermayer. Em seguida, seguimos para San Diego, rumo à casa do fotógrafo Julio Fonyat, e então nos reunimos com os também big riders Igor Lumerts e Felipe Munga. Mas ao chegarmos à casa do Julio, fomos surpreendidos pela triste notícia da morte do big rider Sion Milosky. Este estava surfando em Mavericks, onde o swell chegou um dia antes do previsto para Todos os Santos. A notícia nos deixou muito abalados. Sion era um ídolo que estava puxando o limite nos dias grandes, sendo um dos maiores destaques desse último ano.
A energia ficou muito estranha naquela noite. Acendemos uma vela para iluminar sua nova jornada e fomos dormir. A viagem até Baja Califórnia, onde surfariamos na Ilha de Todos os Santos, aconteceu durante madrugada. Após cruzar a fronteira com o México, o dia foi amanhecendo com uma mística e forte neblina, que nos impossibilitou de ver a costa.
Ao chegarmos em frente a ilha de Todos os Santos, pegamos um barco que nos levou até a onda.
Galera no barco a caminho da ilha de Todos os Santos. Foto:Fred Pompermayer
Nesse momento vimos que a neblina não iria diminuir e para piorar começou a ventar e a onda ficou muito torta. Esperamos por 4 horas até retornar para a costa.
Na real, ali eu entendi que aquele não era um dia de surf e que as ondas apesar de estarem ali, elas não queriam papo com ninguém. Estava um dia muito místico.
Decidimos ir embora e tentar no dia seguinte, se caso o tempo estivesse mais limpo.
E foi o que aconteceu. Na manhã seguinte não havia mais neblina e o sol mostrava sua cara. Mesmo sabendo que o pico do swell havia sido no dia anterior, resolvemos voltar para a Ilha.
Nesse segundo dia, fui com o Fred em seu jet ski e o Igor, Munga e Julio foram com barco alugado. Foi bom porque ainda havia algumas séries de ondas perdidas, mas o sentimento estranho da morte do Sion não desapareceu.
Essa viagem acabou sendo diferente das outras que já fiz, pois naquele momento, eu não sabia mais o que fazia sentido… Acabamos surfando para relaxar da longa viagem, sem aquele feeling de pegar a maior onda, mas apenas por diversão.
Rodrigo Koxa remando para o “line up” de Todos os Santos.
Eu adorei o potencial da onda de Todos os Santos. Apesar dela não estar muito grande, estava muito boa de ser surfada. É uma onda que tem um inside perfeito e forte. Espero poder voltar!
Quando saímos do mar, depois do surf, seguimos de volta para Los Anegeles, Califórnia. Meu vôo para o Brasil seria na manhã seguinte.
Foi demais essa viagem por eu ter conhecido Todos os Santos, mas a morte do Sion mexeu com todos nós. Aqui deixo meus pêsames para seus familiares e amigos.
Visual com o barco e o farol da ilha de Todos os Santos, México. Foto:Fred Pomermayer
A energia das águas tem estado pesada ultimamente, pois ainda não foram encontradas todas as vítimas do recente e trágico Tsunami no Japão.
Obrigado Deus por entender que essa viagem foi algo de compreensão e entendimento em respeito à memória do big rider Sion !!! Vai com Deus Sion!!! ALOHA” Relatou Rodrigo Koxa.
Valeu Koxa!! Irada a trip! continue na caca!!! abraco!